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BEBETO (2010 – Prazer, eu sou Bebeto)

Bebeto, nome artístico de Roberto Tadeu de Sousa (São Paulo, 7 de setembro de 1947) é um cantor, compositor e violonista brasileiro, considerado um dos grandes nomes do samba-rock no Brasil.

Bebeto começou sua carreira artística em sua terra natal, cantando em diversos locais grandes sucessos da MPB. Teria começado a compor suas primeiras canções durante esse período. Conviveu com alguns nomes fundamentais no samba-rock e no swing em geral, entre eles o cantor, compositor e guitarrista gaúcho Luís Vagner e o percussionista paulista Branca di Neve. Chamou a atenção da gravadora Som e foi contratado, lançando vários LPs sob o selo Copacabana. Lançou seu disco de estréia em 1975, “Bebeto”, e nesse disco já define bem seu estilo: um som muito pontuado pelos arranjos de metais, pela sessão de percussão e pelo violão, que toca até hoje. Há letras bem curiosas como “Adão, você pegou o barco furado” e “Poderoso Thor”, ambas de sua autoria. Ainda nesse disco, ele gravou um de seus maiores sucessos, “Segura a nêga”, redescoberto nos dias de hoje por DJs e grupos de samba-rock do século XXI, música que registra sua primeira parceria com Luís Vagner. Nesse mesmo disco, aparece “Esse crioulo por você se fez poeta”, composição do cantor e compositor mineiro Wando, até então um desconhecido sambista.

Em 1977, seu segundo disco, “Esperanças mil”, traz composições de uma dupla que seria constante em seus LPs e fornecedora de sucessos imortais: Bedeu e Alexandre, egressos do grupo Pau Brasil. “Nega Olívia” até hoje é uma das mais pedidas pelo público. Outros bons momentos de Bebeto são “Princesa negra de Angola” e “Você é paz que me acalma” (ambas com o cantor, compositor e violonista paulista Dhema, futuro “rei do suíngue”), “Hei cara” (c/Joãozinho), “Deus Salve Jorge” (homenagem de J. Velloso e Andó a Jorge Ben) e a canção “Na galha da mutamba” (c/Lobo), uma das mais belas de sua carreira. A partir desse disco, outras duas marcas registradas de suas canções surgiriam: o arranjos de cordas e as backing vocals bem características.

Em 1978, com o disco “Cheio de razão”, começou a se popularizar especialmente no Rio de Janeiro. A faixa “A beleza é você, menina” (c/Rubens), que abre o disco, é seu maior sucesso e sua música mais conhecida e executada até hoje, inclusive por bandas de baile como Devaneios e Copa 7. “Minha preta” é outra faixa de sucesso de Bedeu e Alexandre, também muito pedida nos shows. Com esse disco, ele começa a ser conhecido pelos inúmeros shows em bailes suburbanos.

“Malícia”, de 1980, música que dá nome ao disco, é parceria de Bebeto e Ney Velloso. Neste disco, Bebeto, violão, e Ney Velloso, guitarra, tocam juntos todas as faixas. Esse disco também traz outro compositor que forneceria mais hits para Bebeto: o hoje cultuado Serginho Meriti, que emplacou “Neguinho Poeta”. Mais uma grande composição de Bedeu e Alexandre, “Hey Neguinha”, faz sucesso nos bailes.

Em 1981, Bebeto grava dois grandes discos:

Primeiro, o disco “Bebeto”, seu último trabalho pela Copacabana e um dos mais marcantes por conter o hit que o imortalizaria como o rei dos bailes de subúrbio. Trata-se de “Menina Carolina”, sucesso absoluto de Bedeu, com Leleco Telles (outro egresso do grupo Pau-Brasil). Outros grandes momentos do disco são “Manda ver menino” (c/Cláudio Fontana), “Preto velho” (com Célio CM), “Casa grande” (c/Lourival) e duas composições de Luís Vagner, “Como?”, a mais famosa, regravada por muitos artistas desde a década de 70, e “Embrulheira”.

O segundo, “Batalha maravilhosa”, trabalho mais autoral de Bebeto (100% das faixas são dele) e gravado pela RCA (atual Sony BMG), é pontuado pela participação de Serginho Meriti em 11 das 12 faixas, com destaque para “Monalisa”. O maior êxito, no entanto, foi composto com Adilson Silva, “Praia e sol”, música que até hoje é a mais associada a Bebeto, ao lado de “Menina Carolina”.

Nesse mesmo período, foi considerado um imitador de Jorge Ben, algo que o acompanha ainda hoje, embora se constate que seu som hoje é muito diferente do que o atual Jorge Benjor faz.

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janeiro 25, 2011 at 2:14 am 2 comentários


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