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China (2011 – Motocontínuo)

Na Trilha de Moto Contínuo…

Faça suas malas, pois o disco já começa desejando ao ouvinte uma “Boa Viagem”… Essa é a música de abertura de Moto Contínuo, novo álbum do cantor, vj, compositor, produtor… e sei lá o que mais se mete a fazer esse tal de Flávio Augusto, carinhosamente apelidado desde a infância pelas bandas de Olinda como China.

Fazendo um trocadilho matreiro com a praia homônima (Boa Viagem) do Recife, e com um riff matador de guitarra de Bruno ximaru, irmão e parceiro desde a época do Sheik Tosado, essa faixa rasga os tímpanos logo de cara.

Após o enérgico início, chama pra chacoalhar na dançante “Só serve Prá Dançar”, cujo videoclipe teve a colaboração de fãs e admiradoras realmente mexendo as cadeiras. Na faixa seguinte, passa manteiga à la Marlon Brandon original style, costurando o amor na cabeça e no coração em dueto com a doce e marcante voz de Pitty, em “Overlock”, uma linda canção balada.
Agora ficou fácil! Viajou, dançou e passou manteiga… Quer mais o quê? Calma que o cuscuz tá na mesa e tá quente, visse! E segue o rapaz todo trabalhando no romantismo em “Nem Pensar em Você”, falando de arrependimentos e autoestima; ele afirma, com todo balanço e em alto e bom tom, “NÃO VOU FICAR COM VOCÊ”; e devo admitir que é disso que o povo gosta, assim como este fuleiro que aqui vos dirige a escrita.

No próximo número, temos a singular “Mais um Sucesso Pra Ninguém”, com a participação da cantora Ylana Queiroga, uma grata surpresa, que garante o resultado com personalidade. O som de China é amparado por uma superbanda, quase onírica de tão incrível, com variações na formação que conta com Yuri Queiroga, André Édipo, Marcelo Machado, Felipe S. E Martin Mendez nas guitarras, Vítor Araújo e Chiquinho arrasam corazones nos teclados e afins; Vicente Machado e Pernalonga se espalham na bateria; eu, Chico Tchê e Hugo Gila, pilotamos o baixo.

O disco segue no gás com “Distante Amigo”, “12 Quedas” e “Terminei Indo”. Faço aqui um parênteses para falar da participação de Tiê, que traz a macies de sua voz para aveludar os ouvidos e sussurrar com muito charme ao término da canção a frase ÄGORA VAMOS FAZER O VOCALIZE”.

O passeio continua com “Programador Computador” e a pop “Espinhos”, em que China recisita o hard core velho de guerra. No fim, faz uma pausa para homenagear os filhos, Tom e Matheus, na bela e orquestrada “Anti-Herói”.

E é desse modo, cheio, denso e com muita energia que vem aí o trem-bala de 2011: China, em seu segundo disco solo, apontando pro futuro promissor da carreira. E isso é apenas o início… O menino de Bairro Novo ainda vai dar muito o que falar.

Alexandre Salgues-Dengue*
* baixista da Nação Zumbi.

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outubro 4, 2011 at 2:40 pm Deixe um comentário

China (2007 – Simulacro)

China é jóia rara. Onde você encontra no mercado um vocalista capaz de berrar como Iggy Pop, cantar baixinho como um fã de João Gilberto, e destilar romantismo jovem guarda – em registro menos inocente – como esse? Em que esquina você esbarra com um frontman capaz de enlouquecer senhoras casadas, jovens virgens e descoladas estudantes universitárias sem apelar para o visual da moda ou ostentar um corpo marombado? E mais: o sujeito sabe trabalhar tão bem no estúdio quanto no palco. E ainda escreve versos certeiros, com refrões grudentos. SIMULACRO (selo Candeeiro) é o seu segundo trabalho solo. Ele que começou ainda garoto, em 97, no bairro Novo, cidade de Olinda, à frente do Sheik Tosado, berrando como um possuído. Que mandou tudo para o inferno e seguiu em frente (“saí porque tinha cansado de fazer aquilo”) em carreira solo. Que tatuou Roberto Carlos na perna e incorporou o parceiro de Erasmo no projeto Del Rey, estimulante mergulho na obra de sua majestade. Que gravou um EP, construiu com os colegas um estúdio caseiro, estudou jornalismo, casou, teve filhos, plantou árvore… Para gravar SIMULACRO, China reuniu um time de primeira: do Mombojó, vieram Chiquinho (teclado), Marcelo Machado (guitarra), Felipe S (violão e guitarra) e Vicente (bateria). Hugo Gila encarrega-se do baixo. Ximarú (irmão de China e o melhor historiador guitarrista da praça), Rafael B (Bonsucesso Samba Clube, bateria) e Pupilo (bateria) completam a lista de convidados. Pupilo assina também a produção. É uma rapaziada de mente aberta, capaz de deslizar sem atropelos por 10 composições que flertam com o psicodelismo, o samba e o rock brasileiro dos anos 60. Mas, atenção: as referências aqui não implicam em nostalgia, saudosismo e coisas do tipo. Este é um CD que sabe o terreno onde pisa: estamos no novo milênio e não em qualquer passado idealizado. SIMULACRO, nesse sentido, comenta (e ironiza) o inevitável (e interminável) flerte com as décadas anteriores da música pop brasileira e internacional. Nem ostenta o fetiche do novo, nem morre de saudades. Atualiza as referências para construir uma sonoridade ligada ao aqui e agora. É o primeiro grande disco da safra brasileira de 2007. Por: Renato L

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novembro 16, 2008 at 11:47 pm 2 comentários


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