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Gilber-T (2010 – Eu não vou morrer hoje)

EU NÃO VOU MORRER HOJE!
Entre a casa e o trabalho, faço o meu melhor. Vejam só! – a melhor pista para entender Gilber T está aí mesmo, na letra de uma das 11 músicas que compõem o CD Eu Não Vou Morrer Hoje. Alguns o conhecem como guitarrista do Laura Palmer, coletivo do Rio que resgata hoje o que de mais interessante havia no rock brasileiro dos anos 80: uma mistura de curiosidade, falta de cerimônia para quebrar barreiras e amor pela erudição pop. Outros ainda hão de lembrar de Gilber T como o guitarrista do Tornado, uma das várias bandas que botavam fogo no underground carioca dos anos 90 (de Garage Art Cult e demais buracos) friccionando black music e rock pesado. Mas é de um outro Gilber, de que fala esse disco: o cara que concilia as dores e delícias do cotidiano – emprego formal, contas a pagar, mulher, engarrafamento cachorro – com as viagens transcendentais que faz em sua própria cabeça, ao som da guitarra de Jimi Hendrix. Em seu momento de escape, a fuga é a música. E a música é sua melhor tradução, sua melhor crônica. De tudo que é e o que ainda pode ser. De um mundo complicado, veloz e perfeitinho, onde Bob Marley toca com acompanhamento dos Pixies num bar de São Gonçalo, com muita cerveja barata. Todas as loas à tecnologia dos anos 00, que possibilitou ao cara sentar na frente de um computador e, no tempo livre, montar seu primeiro disco solo. Ele plugou suas guitarras SG e Telecaster na placa de som, escolheu os samples, programou as batidas, tocou baixos e sintetizadores e deixou o resto nas mãos dos amigos Bruno Marcus (que tocou mais alguns instrumentos, soltou beats e ainda cuidou da produção e mixagem), Gil Mendez (da bateria tribal e animal) e Ronaldo Campos (do baixo). Assim, com toda calma, foi feito o disco desse guitarrista e compositor influenciado por vários estilos, que, em suas próprias palavras, “junta, copia, sampleia, recicla e envolve com canções de três minutos em média, refrões repetitivos, alternando estrofe/refrão, eventuais solos de guitarra ou não, tudo conforme a cartilha pop.”
Silvio Essinger, Janeiro 2010 
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abril 26, 2010 at 10:50 pm Deixe um comentário


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