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Nuda (2011 – Amarénenhuma)

Depois de mais de um ano de trabalho, eis AMARÉNENHUMA. A sensação que dá é que esperamos mais de 20 anos pra ele ficar pronto, como se fosse um sonho que nasceu no berço. Desde o nome do álbum até as letras, consideramos que muita coisa fez a gente crescer como pessoas, se desvendar um pouco mais. Isso foi a nossa prioridade nesse tempo desde o fim da divulgação de “Menos Cor, Mais Quem”.

Explicando: a escolha do nome do cd reflete um pensamento que tivemos que incorporar. Mergulhar nessa maré qualquer, nenhuma, e se deixar levar por ela, não pelas expectativas. Afinal, nesse tempo os nossos irmãos de alma Roberto Scalia e Judá Dowsley deixaram de ser instrumentistas da banda, focamos nossas ações exclusivamente no desenvolvimento de um cd verdadeiro, deixando de lado por muito tempo (e intencionalmente) a freneticidade habitual que permeava a nossa comunicação nas mídias sociais. Aprendemos nesse tempo a simplesmente fazer: fazer um álbum verdadeiro pra gente e mais ninguém, que significasse muito pra gente em cada palavra ou nota tocada. Aprendemos a diminuir a ansiedade por resposta quando deixamos de nos preocupar com quem iria ocupar a bateria. E isso foi interessante: foi só nos despreocuparmos e Antônio Marques praticamente cair do céu. Sim, esse é o nome do nosso baterista. Tão Nuda quanto todos nós. Pessoas daquelas que no primeiro dia já se torna um velho amigo. Seja bem-vindo, irmão de correnteza.

Por falar em bateria, um abraço especial para Amaro Mendonça, da banda Ex-Exus, que passou alguns meses tocando com a gente e não nos deixando enferrujar. Mago, valeu demais!

Muita gente foi crucial nesse processo. Pablo Lopes, lá do Fábrica, foi mais que um produtor do álbum. Foi, no mínimo, o grande amigo de sempre e um padrinho. Jeff Moura e Vini Lopes, também no Fábrica, passaram tanta vibração que seria difícil AMARÉNENHUMA  não sair no estilo “coração na boca”.

O conceito visual também foi um longo processo até encontrarmos essa forma que, nas nossas cabeças, era capaz de comunicar mais e de forma mais lúdica. Explicar seria classificar, e como diz numa música, isso seria trancafiar na cela do são. Fica o agradecimento a Ricardo Rique, que com seu imenso talento conseguiu entender essa “maré no nada” e traduzir de uma forma tão linda.

Fizemos questão, como já foi dito, de entregar pronto um disco verdadeiro, humano. O ouvinte pode perceber que nada foi executado por máquinas. Uma das frases mais faladas durante a mixagem foi “Deixa assim mesmo. É melhor.”. E de uma hora pra outra tanta coisa foi se resolvendo, o horizonte clareando e a poeira baixando, de modo que é difícil aceitar tudo como uma série de coincidências. As amizades e os sonhos se fortaleceram, afinal. E é isso, apenas isso, que interessa.

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maio 24, 2011 at 1:15 am Deixe um comentário


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