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Ubella Preta (EP – Água de Jamaica)

Submergidos por improvisações, trilhas sonoras,  ruídos,  Hq’s e Engenharia a Ubella Preta degringola sua verve pelo som inusitado pelo imprevisto e pelos feedbecks atomizados entre banda e expectador. Sessões e mais sessões de som executadas ao longo de 2009 geraram  um prazer sensorial e uma aventura instigante pela transgressão do rock and roll, liberdade do jazz, prazer da dança e pelos nossos resultados sonoros obtidos.
Desde Junho de 2009, com a aquisição de belos  microfones,  placa de som, equipamentos de registro sonoro e samplers,  a estruturação prática e profissional da Ubella Preta começou a fluir. A banda é instrumental e experimental por vocação e inquietação dos músicos.  “Ubella” nada mais é do que um termo inventado, fruto dessa apropriação e reestruturação de coisas que já existem.  O “Preta” é o resultado do Sol forte. Nosso método de composição, como bons atuantes da arte de aproveitar momentos, consiste em gravar sessões, analisá-las e recortá-las.  Nesse processo compomos nossas músicas. Esses temas por sua vez, dependem de um insight espirituoso para ganhar seus nomes.  Assim surgiu, “Nas Águas do Roger” fruto das nossas mais sinceras referências, e da capacidade nata do nosso guitarrista em desvendar trocadilhos. Roger é também um bairro clássico da grande João Pessoa. “Vela de Sete Dias” uma repetição incansável de um tema só. Tratado na sua desconstrução oferece um efeito estático que muito nos encanta. Nessa canção os detalhes é o que importa dando o contorno e as pequenas nuances. “Moicanos do Sol ou Que Sol Punk!” Mas um som que anteriormente existia com outro nome mas pelas dias quentes e severos  a imagem do mormaço se faz  com direito a delírios e especulações místicas. Garimpamos “Savanna Grosman, o Velho” resumo de um épico em três partes. É a história de Savanna Grosmam, personagem mudo que exala seus rituais antropofágicos através de sobreposições sonoras. Ao final vemos o desfecho de sua saga ou vida ingrata.

Com esse repertório e muita artimanha improvisativa nós apresentamos essas músicas no final de Novembro. A partir daí fizemos apresentações por várias semanas seguidas conseguindo criar um formato conciso e ideal para banda que envolvia improvisos, experimentações, samplers e groove. O público universitário acabou sendo a platéia cativa, tanto pela condição inovadora do som que despertava interesse como pela energia demonstrada no palco que salienta a euforia dessas noites.

No decorrer de nossas pesquisas caseiras nos inscrevemos e fomos selecionados  através da rede toque no Brasil a tocar em fevereiro de 2010 no Grito Rock, um festival  super articulado, pertencente a rede de festivais independentes da Abrafin,  envolveu vários países da América latina e muitas cidades do Brasil. Com boa visibilidade para nós aqui na região, tocamos nas versões de Recife e na seqüência tocamos na versão paraibana do Grito Rock, em João Pessoa.  Dias depois fizemos a abertura da exposição de  um  querido amigo, Tiago Trapo, artista plástico que junto a banda produz a composição visual, formando o Coletivo Extra Piramidal que integra artes plásticas e musica simultaneamente lançadas no ambiente, e ultimamente tem integrado a noite em solo Pernambucano. Em seus traços a Ubella Preta vislumbrou seu universo rebuscado, jazzístico e sujo ( na sua melhor utilização estética)

Nesse momento nos encontramos travestidos de produtores e empresários, finalizando nossas músicas, articulando shows em festivais, trabalhando num melhor acesso ao nosso conteúdo na internet com profissionais em fotografia, vídeo e designer que além de tudo são amigos, conhecendo bandas do gênero e felizes por estar tranqüilos e satisfeitos com nossa sonoridade.

A Ubella Preta pode se dizer defensora da música, do que ela oferece, do seu  estado lúdico transcendental, das suas idéias subversivas e do prazer coletivo que ela insiste em despejar seu tempero.  David Neves ( Controller, PC, Guitarra) Felipe Nicolau ( Baixo e pedais ) CH Malves (Bateria e Samplers) são os catalisadores.

A Ubella Preta reside na Parahyba.

maio 14, 2010 at 12:37 am 1 comentário


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